Não se esqueça da tua primeira vez!

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Fui indicada pelo blog Compilados, da pseudônimo Aida C. para responder a tag “A primeira vez a gente nunca esquece” criada pelo blog  7seasons. O objetivo é contar alguma história, seja engraçada, triste ou assustadora. No final, você acrescenta a frase “a primeira vez a gente nunca esquece…”

Eis a minha história…

Não era um dia como outro qualquer. Ah não! Estava longe de ser um dia comum. Eu já estava feliz por estar na cidade maravilhosa. Como eu amo aquela cidade! Tantos lugares para se conhecer, natureza, mar, zoológico, museus, teatro, metrô… como ficar parada? O tédio e falta do que fazer são palavras desconhecidas quando estou por lá.

Estava eu com meus 7 anos de idade, encantada com a cidade maravilhosa, quando outro encantamento entrou na minha vida.

Estávamos no shopping, eu, minha família e a família do compadre de meus pais. Brincamos no playground até dizer chega. Amei aquele lugar e diversão. Só não poderia imaginar que aquele dia seria um divisor de águas na minha vida, e me tornaria uma viciada. Um vício que eu não consigo largar até hoje.

De cidade pequena, só conhecia aquele lugar por nome. E então nossos pais perguntaram se gostaríamos de ir. – É claro! – respondemos empolgados. Na fila de entrada, meu pai surpreendeu a gente com outro vício que me acompanha até hoje, chocolate de prestígio e bala mentos, fora outras guloseimas.

Fomos entrando, um corredor escuro deu lugar a uma enorme porta, quando a ultrapassamos, demos de cara com uma tela gigante. –  Uau, pai, essa é maior televisão que eu já vi! –  ­Disse minha irmãzinha. Os mais velhos riram.

Eu e meus irmãos ficamos encantados com o tamanho da tela e com tantas cadeiras. Era um lugar enorme. Estávamos animados para assistirmos ao filme na “maior televisão” que já vimos. Rsrs

A tela liga, começam os trailers, nós já ficamos eufóricos. E quando finalmente o filme começa, eu não pisco mais meus olhos. Fico vibrada no filme, naquela tela gigante, no som que fazia parecer que tudo estava acontecendo bem ao meu lado. E dou risada, fico vidrada, empolgada, animada, emocionada, eufórica. Uma mistura de sentimentos que não dá para explicar. Parecia que o tempo tinha parado naquele lugar. Fui levada para outra dimensão. O tipo de coisa que só quem gosta muito de algo entenderia… E assim fiquei viciada em cinema.

Mulan foi meu primeiro filme no cinema. E sempre vou lembrar-me da minha primeira vez no cinema. Afinal, a primeira vez a gente nunca esquece, né?! hehe

cinema

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Por mais forte que a raiz seja, tuas sementes ainda podem voar

Sempre fui criada pelos meus pais para me tornar uma mulher livre e independente, principalmente de homens. Só que agora que cresci percebi que essa criação de independência e liberdade em relação aos homens foi substituída pela criação com dependência na família.

Família é a base de tudo, e não posso em nenhum momento reclamar da criação que a minha família me deu e a forma como fui/sou amada por eles. Meus pais e meus avós deram total atenção, carinho, amor, respeito e bons ensinamentos para mim e meus irmãos. Se tem algo que não posso nunca reclamar é da falta de atenção ou ausência de algum deles. Muito pelo contrário, sempre foram muito presentes e solícitos.

Meu pai sempre foi muito trabalhador, tendo inclusive trabalhado em cinco empregos em uma época de sua vida. E se você me perguntar: “Mas teu pai era presente mesmo trabalhando tanto?” E a minha resposta é: Sim! E muito. Confesso que o fato de eu sempre acompanhá-lo em seu trabalho, ajudou para que ele fosse presente. Mas mesmo que eu não o acompanhasse, ele sempre tinha tempo para mim e meus irmãos.

Lembro-me do nosso ritual de caminhada, jantares e passeio de bicicleta em família, missa no dia de domingo, entre tantas outras coisas. E entre todas as coisas, a melhor de todas era/é a disponibilidade e paciência para escutarem tudo o que nós tínhamos/temos a dizer.

A única coisa que faltava era a liberdade para saída entre amigos e viagens. Ah, isso era chato. E como! Ver seus amigos saindo para festinhas, se juntando no feriado e nas férias para viajarem com a família de algum deles, você sendo convidada e seus pais não deixarem. Ou então a viagem de sua formatura e você não ir. Tudo bem, você fica triste, bolada, puta da vida, mas você tem que obedecer, afinal, são seus pais e além de respeitá-los, acaba relevando porque entende que eles só querem o melhor para você.

Mas aí você cresce, se forma e continua a morar com eles. E teu pai prefere ver você parada em casa, sem fazer nada, do que sair de casa, não digo para o mundo a fora, apenas uma cidade vizinha, pelo simples fato que prefere ter você por perto, pois assim sabe que você estará segura. Até porque, convenhamos que o mundo não é um mar de rosas para as mulheres andarem sozinhas por aí. E você entende a atitude de seu pai.

É muito amor, eu sei. Você fica feliz por saber que o simples fato de você existir deixa alguém feliz, e que o amor é tão grande que o fato de você não ter um emprego fixo e não poder ajudar tanto com as despesas em casa não tem importância, afinal, o importante é a sua presença por perto.

Mas chega uma hora que você tem que dar um basta.  Não porque você os ama menos, mas porque a vida te chama, você não aguenta ficar mais parada. A vida clama por movimento. Apesar de você ter uma raiz forte, as suas sementes insistem em alçar voo. E hoje você viaja para procurar novos lugares, e se apaixona pela cultura, as diversas possibilidades que teria em cada cidade que visita, as pessoas e amigos que faz no caminho… E percebe que viajar é parte do teu ser.

E a única coisa que espera deles agora é apoio emocional, afinal para você, por mais independente que tenha se tornado, a tal dependência pela família insiste em colocar em dúvida cada possibilidade nova de mudança e todos os teus planos que insistem ser longe de casa. E você espera que eles continuem te amando do mesmo jeito que sempre amaram, e talvez ainda mais agora, pois você descobriu o que realmente quer.

Pai e mãe, obrigada por me fazer uma mulher livre e independente, mas desculpe se entendi que essa independência me fez procurar por novos horizontes e culturas diferentes que me levam para longe de vocês e toda essa dependência que vocês esperavam de mim.

Mas vocês me fizeram forte e destemida. Obrigada por isso! Prometo que sempre voltarei para casa, por mais longe que a vida me levar. Só por favor, não me amem menos por isso.

Apresente-se!

Resolvi fazer um post de apresentação. Dizendo o porquê do nome do blog e do blog.

Bem… tinha muitos nomes em mente para usar no blog e fiquei um tanto perdida em meio a tantas possibilidades.

Mas antes mesmo de cogitar a ideia de criar esse blog, eu tinha uma pasta no computador com uns escritos de minha autoria, e o nome da pasta era “Note to self”.

Não sei se vocês conhecem, mas “Note do self” é o nome de uma música do inglês Jake Bugg (pra quem não conhece, eu super  recomendo). E foi por conta dessa música que finalmente, comecei a dedicar uma parte do meu tempo para escrever.

A princípio, “Note to self” seria o nome do blog, mas resolvi não “americanizar” o blog, e deixá-lo em português mesmo. Creio que “Note to self”, ou mesmo, “Note to yourself” soaria melhor aos ouvidos do que “Notas para si mesmo”, mas dentro de todas as opções, resolvi seguir com esse nome.

Escolhido o nome, minha dúvida era em qual gênero colocaria, afinal, sou mulher, o “correto” seria no feminino então. Bem… resolvi colocar no masculino, mais como forma de disfarçar a minha identidade.  Mas essa dúvida persiste até o momento.  E estou aberta e ficaria muito feliz com a opinião de vocês.

Sobre o porquê da criação desse blog…

Sempre fui muito tímida, e apesar de gostar de saber dos sentimentos dos outros, aconselhar as pessoas, escutá-las… eu sempre tive muita dificuldade em me abrir e expor meus pensamentos, sentimentos, minha vida. Sou fechada, principalmente nas redes sociais.

Nas redes sociais sou aquele tipo de pessoa que não posta quase nada, só aparecendo na timeline das pessoas quando sou marcada. Não curto muito exposição.

Mas resolvi que era hora de compartilhar! Compartilhar meus pensamentos, sentimentos, casos, e coisas que fui aprendendo durante esses anos de vida. E servindo também como notas para mim mesma.

Espero que vocês gostem, curtam, compartilhem e opinem. Será um prazer compartilhar minha vida com vocês!!!

Pra quem se interessou pela música, aqui está o link com a mesma (pena não ter clipe dela):

Note to self – Jake Bugg

Espero que curtam tanto quanto eu. ^^

Ouça o que a vida tem a lhe dizer!

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Às vezes acho que tenho tendência a ser bipolar. Mas, talvez como todo bipolar, esse sentimento logo passa, e acho mesmo que estou apenas me sentindo para “baixo”. Hoje foi um dia daqueles, um turbilhão de pensamentos em meio a um turbilhão de sentimentos, ora com sentido, ora sem sentido algum, apenas um vazio no meio da alma.

Se você me perguntar o porquê disso falaria dezenas, centenas e talvez milhares de razões para. Mas, simplificando… Desde pequena sempre soube (ou imaginava saber) o que seria quando crescesse. Porém, agora com quase 25 anos, e com a vida totalmente fora dos planos de criança me sinto em busca dos motivos pelos quais todos os meus planos desandaram para então tentar estabelecer um plano, de modo que as coisas se encaixem e comecem a caminhar.

 É muito fácil culpar o país em que se vive, e que está mais em desordem do que sua vida, ou seus pais por não te darem impulso necessário para voar, ou a cidade com pouca expectativa de trabalho e pessoas com uma visão tão diferente da sua… chega ao ponto de achar que só pode ser olho gordo, macumba, ou que a vida está lhe pregando uma peça e quer ver como você reage. Mas, porém, contudo, entretanto… já parou para pensar que o maior culpado pode ser você mesmo?

É tão mais fácil culpar os outros e esquecer que você é o dono de sua vida. Você é responsável por estar onde está. Só você pode mudar a sua própria vida. Lembro-me do poema “Invictus” de William Ernest Henley, em que ele fecha a última estrofe com dois versos muito fortes e marcantes, que sempre ecoam em minha mente quando sinto que alguma porta se chegou para mim: “Eu sou o mestre do meu destino; Eu sou o capitão da minha alma”. E acrescento um último verso: “E Deus me aponta o caminho certo”. Sim, sem Deus, para mim, nada faria sentido, por isso sempre complemento o poema com esse verso.

Você deve estar se perguntando, “Mas poxa, se eu sou o mestre do meu destino, sou o capitão de minha alma, se Deus apontar o caminho certo, então não estou sendo mestre e capitão de nada?!”. Entendo sua pergunta, e já me fiz a mesma pergunta. É algo complicado de explicar e muito mais difícil de entender, só quem acredita em um Ser maior, compreenderá.

Simplificando, em minha concepção, Deus te deu o livre arbítrio, por isso você é o único e responsável, o mestre e capitão de seu destino e alma, porém, todo capitão precisa de uma estrela guia, e às vezes em noites nubladas, tempestuosas, a bússola é a única coisa que pode te manter no caminho. Para nos guiarmos por meio deles, precisamos saber manejar a bússola e identificar a estrela guia que devemos seguir. Não é algo que simplesmente você nasce sabendo manejar ou identificar, é necessário estudo e dedicação para entender esses meios que direcionam o norte.  E é isso que devemos fazer com Deus.

Deus está sempre nos guiando pelo caminho que Ele acha melhor para nós, seja através de pessoas que coloca ou tira de nossas vidas, oportunidades que surgem, e até mesmo por meio de pequenas e singelas mensagens. Mas essas mensagens, só sendo muito sensitivo, observador, mente aberta para conseguir escutá-las. Talvez seja uma viagem dentro da minha cabeça, mas acredito sim, que Deus fala conosco, basta estamos abertos e atentos para ouvi-lo. Ele é a nossa bússola, nossa estrela guia.

Hoje, por exemplo, foi um dia em que acho ter escutado uma mensagem de Deus (ou um ser superior, da vida, seja lá no que acreditar). Em meio a um turbilhão de pensamentos, como já descrito, eu sem compreender porque certas coisas acontecem comigo, porque para mim tudo parece ser mais difícil, fui ligar o rádio, para encobrir e quem sabe dissipar tais pensamentos e sentimentos, eis que o verso da música, assim que ligo o rádio era: “Em todos os momentos que faltar esperança Renove sua força”.

Ao ouvir isso, eu ri internamente e dialoguei com o Ser superior que me enviou essa mensagem “Ha! Okay, entendido!”. Pode ter sido coisa da minha cabeça, coincidência, coisa do destino, sorte, seja lá o que for, creio que o universo falou comigo, até porque, poderíamos tentar achar a probabilidade de estar tocando alguma música motivacional bem na hora em que eu liguei o rádio, seriam bem pequenas, convenhamos. Compreendi o que Ele quis dizer e outros sentimentos, agora de conforto, esperança, fé, entraram e ecoaram por todo meu ser. Dando-me esperanças de um futuro melhor.

Não sei o que está passando nesse momento em sua vida, muito menos, os sentimentos que estão te rodeando e insuflando seu ser. Mas se posso te dar um conselho seria: Acredite mais em você, permita-se! Ouse ser!  Você é o único e responsável pela forma que sua vida está! E mais importante ainda, ouça o que a vida tem a lhe dizer! Sim, ela fala, basta ouvirmos com atenção.

E quando tudo estiver cinza…

Sabe aquelas vezes em que você está triste, seja por algum motivo, ou até mesmo sem nenhum motivo?

Quando alguém está te perturbando com algum assunto chato, e você quer ser educado, mas não aguenta mais?

Quando algo ruim acontece com você?

Quando você está nostálgico?

Quando a vida te entrega limões, e você não consegue fazer uma limonada?

Quando tudo está desandando?

Quando tudo o que você queria era um abraço apertado, mas não tem ninguém por perto para poder te abraçar?

Quando o dia fica cinza?

Então…

Feche os olhos e pense em algo bom!!! 

Prometo que ajuda!!! ;D

 

Comece!

Se eu pudesse dar um conselho para mim mesma seria: Comece! Inicie! Ponha em prática!

Deixe de procrastinar aqueles planos que você tem e que já fizeram aniversário em sua vida. Nada é mais importante do que fazer aquilo que sonhamos.

Sabe aquele plano que você tem de se tornar uma pessoa mais saudável? O quê é que te impede?

E aquele plano de estudar para passar em uma universidade? Ganhar uma bolsa de estudos? Fazer pós-graduação? Por que ainda não começou?

E aquele plano de viajar para conhecer o mundo? Tá, esse é mais difícil e além de dinheiro, exige mais planos. Mas o quê está te impedindo de economizar e começar a organizar a tão sonhada viagem?

E aquele de ler aquela lista de livros que gostaria; de iniciar um curso em fotografia; aprender a tocar aquele instrumento musical que sempre teve vontade… O quê é que te impede além de você mesma, de sua vontade?

Pois é, parece um simples conselho e fácil de ser seguido, mas se fosse fácil, na dura realidade das circunstâncias da vida, viveríamos em um mundo com mais pessoas felizes do que tristes e deprimidas.

Uma boa desculpa para não iniciar seus planos, não concorda? E quem não é assim? Sempre procurando justificavas para amenizar a voz interior que diz que o tempo está passando e você não está nem perto de onde gostaria de estar, que você ainda é um esboço do ser humano que gostaria de ser.

Sempre criei muitos planos, inclusive tenho uma lista de coisas para fazer antes de morrer, a fiz ainda criança, e muitas dessas coisas já realizei, outras em algum momento da vida deixaram de fazer sentido, e muitos planos novos foram acrescentados. Portanto, sim, os planos mudam, os sonhos mudam, as aspirações mudam. E isso é a vida, um ciclo eterno de mudanças e você também o é.

Por isso, comece hoje! Mude! Torne o ser humano que você sempre quis ser! Deixe de ser só o potencial, o rascunho, o esboço que gostaria de ser. Torne o ser humano que você deve e sonha em ser. Muitos obstáculos irão surgir, a mudança é difícil, principalmente no início, quando a sua rotina e seus pensamentos eram sustentados em justificativas para não fazer as tão sonhadas mudanças, para postergar seus planos.

Mas, uma vez que você inicie não tem mais volta! E você perceberá quanto tempo perdeu em meio as suas justificavas.  E então, depois de longa reflexão do quanto você adiou seus planos, adiou tornar-se o ser humano que sempre quis ser, irá rir de tudo isso, e concluirá: Que bom que eu comecei naquele domingo à noite!